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Música Medieval


INSTRUMENTOS  DA  IDADE  MÉDIA

 

    Esta página foi construída apenas com a finalidade de apresentar alguns dos instrumentos utilizados na Idade Média e suas peculiaridades. Recolhemos um pequeno trecho da sonoridade de cada um deles e para ouví-lo basta seguir as instruções abaixo. Esperamos que você aproveite!!

clique na wpeE.jpg (874 bytes) para ouvir o som de cada instrumento.

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Flauta reta – as flautas retas englobam as flautas doces (flauta de oito furos, um deles na parte posterior destinado ao polegar) e as flautas de seis furos com agudos feitos através de harmônicos, já que não possuem o furo posterior. É classificado na Idade Média como instrumento de som suave, baixo, diferenciado-se dos instrumentos altos, como as bombardas.

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Flauta transversal – Presente em Bizâncio pelo menos desde o século XI, é pela primeira vez representada no manuscrito d’Herrade de Landsberg. Os estudiosos dos instrumentos do período estão de acordo em afirmar que a flauta transversal, bem como as flautas retas, tinham formato cilíndrico.

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Cornamusa – instrumento de sopro que consiste de um chalumeau melódico dotado de palheta dupla e inserido em um reservatório de pele hermético (odre ou saco). O ar entra no odre através de um tubo superior, com uma válvula para impedir o seu retorno. Na Idade Média este instrumento podia ou não ter um bordão.

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Viela de arco – os instrumentos de cordas friccionadas da Idade Média, chamados vièle, fiddle, giga, lira, começaram a ser utilizados no século X, quando o arco surge na Europa (introduzido provavelmente pelos árabes). A viela de arco pode ter formas bastante diversas e apresenta normalmente de três a cinco cordas. Pode ser tocada apoiada no ombro ou no joelho.

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Viela de roda – ou symphonia. É uma espécie de viela em que o arco é substituído por uma roda, que fricciona as cordas sob a ação de uma manivela. As cordas são encurtadas não diretamente pelos dedos, mas através de um teclado. Este instrumento pertence ao folclore desde o século XVII.

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Alaúde – o alaúde, na forma que a Renascença tornou famosa, só foi introduzido na Europa no século XII, pelos mouros, com seu nome árabe (al’ud, que se tornou laud na Espanha, depois luth na França). No fim do século XIV, adquiriu aspecto característico com caixa piriforme composta de lados de sicônomoro e o cravelhal recurvado para trás.

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Harpa – as harpas são reconhecidas por sua forma aproximadamente triangular e pelas cordas de comprimentos desiguais estendidas num plano perpendicular ao corpo sonoro. As cordas são presas por cravelhas, que podem variar de sete a vinte e cinco. A pequena harpa portátil veio sem dúvida da Irlanda, com a chegada dos monges irlandeses (a harpa é o emblema heráldico deste país).

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Percussão – antes do século XII, praticamente não existiam, a exceção dos jogos de sinos (cymbala) empregados nos mosteiros. Só nos séculos XII e XIII aparecem na Europa provenientes provavelmente do Oriente, os tambores de dois couros, o pequeno tambor em armação, que por vezes era dotado de soalhas (pandeiro), címbalos de dedos etc.

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Flauta e tambor - taborin (nome dado ao executante). Flauta de três furos tocada com uma das mãos enquanto a outra toca o tambor que é sustentado no ombro ou debaixo do braço pelo mesmo executante. Animava todas as danças e festividades e o seu auge foi entre os séculos XV e XVI. Este instrumento é até hoje presente em algumas tradições no sul da França e no País Basco.

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Flauta dupla – os instrumentos de sopro duplos são conhecidos desde Antigüidade. A flauta dupla foi um instrumento bastante utilizado e desapareceria somente no século XVI.

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Rabeca – instrumento de cordas friccionadas com caixa monóxila, isto é, escavada em uma só peça de madeira. As formas variavam entre as ovais, elípticas ou retangulares. De proporções menores do que a viela de arco tem um som agudo e penetrante.

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Saltério – Aparece no século XII numa escultura da catedral de Santiago de Compostela. Neste instrumento as cordas são estendidas em todo o seu comprimento acima da caixa de ressonância, ao contrário do princípio da harpa. É tocado pinçando-se as cordas com os dedos ou com plectro.

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Organetto – ou portativo (porque podia ser carregado ou portado pelo executante). Bizâncio foi o primeiro centro de construção de órgãos da Idade Média. Na figura ao lado temos uma representação do instrumentista tocando o fole com a  mão esquerda, enquanto a direita executa a peça no teclado.

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Bibliografia:

Roland de Candé - História Universal da Música –  Martins Fontes – São Paulo – 1994.

Jeremy Montagu - The World of Medieval & Renaissance Musical InstrumentsThe Overlokk Press – 1980.

Catherine Homo-LechnerSons et Instruments de Musique au Moyen Âge –  Éditions Errance – 1996.

Dicionário GROVE de Música, edição concisaEditado por Stanley Sadie – Jorge Zahar Editor – 1994.

 

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